EBD

O Ensino Bíblico Gravuras

CURSO BÍBLICO: FUNDAMENTOS DA FÉ CRISTÃ

Prof. Eliseu Pereira (eliseugp@yahoo.com.br) 

A EXPIAÇÃO DE CRISTO

LIÇÃO 15 – A CRUZ DE CRISTO – 3 aspectos

 

Texto devocional: “Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gl 6.14)

 

[1]          Introdução:

a. Jesus é Deus: ele é o verbo eterno, Deus com Deus eternamente (Jo 1.1-3).

b. Jesus é homem: ele é Deus feito carne (Jo 1.14; Fp 2.5-11);

c. Jesus morreu na cruz: qual a importância da morte de Cristo? por que foi necessária? por que o sangue de Jesus, e somente seu sangue, pode nos salvar?

d. Cruz de Cristo: Paulo diz que a palavra da cruz é loucura para os que se perdem (1 Co 1.18); a cruz é escândalo (Gl 5.11); qual o significado da cruz? Os evangelhos dedicam grande parte à história da crucificação e ressurreição de Jesus. Não é a cruz em si — o instrumento de tortura e morte — mas quem morreu e o que significa a morte e ressurreição de Jesus. 

e. Qual o “problema” de Deus? Como um Deus santo e justo poderia resgatar o homem decaído a um relacionamento de amor sem negar seu caráter? 

f. Qual é o principal problema do homem? A solidão existencial, o medo, a incerteza, insegurança, a escravidão ao mal, a incapacidade de fazer o bem... tudo isto é fruto da morte física e espiritual.

 

[2]          Cristo crucificado POR nós – Justificação

a. Cristo, nosso substituto: ele é o mediador entre Deus e o homem pecador;

               i.Mas ELE foi ferido por causa das NOSSAS transgressões, e moído por causa das NOSSAS iniqüidades; o castigo que NOS traz a paz estava sobre ELE, e pelas SUAS pisaduras FOMOS sarados” (Is 53.5).

b. Um ato: consumado por Cristo e recebido pela fé de uma vez;

c.  Homem natural:

             i. Em relação a Deus: o homem natural está “morto em delitos e pecados” (Ef 2.1); separado de Deus — “o pecado faz separação entre o homem e Deus” (Is 59.2);

             ii. Em relação a si mesmo: culpado e responsável diante de Deus (Rm 1.20);

             iii. Em relação ao próximo: egoísmo e indiferença para com o próximo;

            iv. Em relação ao diabo: o homem perdeu a autoridade sobre a criação e tornou-se escravo do pecado, entregue a destruição e morte;

d. Salvação: o Espírito Santo convence o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8), para revelar a obra de Cristo e ministrar o perdão e a regeneração;

 

[3]          Nós crucificados COM Cristo – Regeneração

a. Cristo, nosso libertador: ele liberta o crente da carnalidade (velho homem); “Cristo nos libertou do império das trevas e nos resgatou para o reino do filho do seu amor” (Cl 1.13).

b. Um ato: reconhecimento do reino de Deus;

c.  Morte do ‘eu’: “Estou crucificado com Cristo”. Paulo declarou que, em Cristo, o crente está crucificado para o mundo e o mundo para ele: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na [cruz] de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.” (Gl 6.14).

d. Julgamento do pecado pessoal: quando Cristo morreu em nosso lugar, ele levou nossa ‘carne’ à cruz, de modo que, nele, nós morremos para o pecado e para a lei;  

e. Adão e Cristo: ou estamos em Adão (homem natural) ou em Cristo (homem espiritual); “...julgando nós isto: um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5.14-15).

 

[4]          Cristo crucificado EM nós – Santificação

a. Cristo, o que habita em nós: permanecer em Cristo; “logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl 2.20).

b. Diariamente: consumado por Cristo e recebido pela fé de uma vez;

c.   Tomar a cruz diariamente: se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me (Mt 16.24; Mc 8.34; Lc 9.23); E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim. (Mt 10.38)

d. Em Cristo: essência da vida cristã é permanecer em Cristo; o cristão foi batizado (introduzido) pelo Espírito Santo no corpo de Cristo (Gl 3.27); “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é (2 Co 5.17).  

e. O justo “viverá por fé” em Cristo (Rm 1.17; Gl 3.11; Hb 10.38);

 

[5]          Justificação, Regeneração e Santificação:

a. Justificação: aspecto negativo da redenção; ato exclusivo de Deus pelo qual ele perdoa o homem e o declara justo. Deus imputou a culpa a Cristo e concedeu o status de justo ao homem que crê; “Justificados, pois, mediante a fé temos paz com Deus, por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1; Gl 2.16,17);

b. Regeneração: aspecto positivo da redenção; ato pelo qual Deus faz nascer de novo o pecador perdido, dele fazendo uma nova criatura em Cristo;

c. Santificação: nós fomos salvos para a santidade; “Sede santos porque eu sou santo” (1 Pe 1.15,16); envolve a nossa confiança na obra de Cristo e nossa obediência diária no poder do Espírito Santo;

               i. “Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna” (Rm 6.22).

             ii.“Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; ... Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação” (1 Ts 4.3,7).

           iii.“Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).

 

[6]          Para refletir:

1 Co 1.28-31: “E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele. Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção; Para que, como está escrito: Aquele que se gloria glorie-se no Senhor.”