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O Ensino Bíblico Gravuras

 

CURSO BÍBLICO: INTEGRALIDADE DO SER

 

Prof. Eliseu Pereira (eliseugp@yahoo.com.br)

LIÇÃO 1 – O QUE É INTEGRALIDADE OU INTEGRIDADE 

Texto: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mt 22.37,38)

 

[1]          INTRODUÇÃO

a.      Delimitação: abordar o conceito de integridade não como virtude, mas como resultado da obra conciliadora de Cristo em nosso ser.

b.      Problematização:

               i.Homem: O que foi tocado em nós? O que foi rompido, dividido na natureza humana que causa tantos dilemas? Por que a natureza do homem é tão incoerente? Qual a origem destes dilemas? Por que o homem não consegue se regenerar ou alcançar um status de harmonia em si mesmo?

             ii.Salvador: Cristo é o salvador de quê? O que foi tão estragado em nós que precisa de um Salvador da estatura de Cristo? Quem pode integrar (restaurar) o ser humano em um todo sadio novamente?

c.      Objetivos: demonstrar que Cristo é o único que pode restaurar todas as coisas e integrar o ser humano com Deus, consigo mesmo, com a sociedade e com a natureza.

 

[2]          CONCEITOS IMPORTANTES

a.      Íntegro: taw-meem (hebraico); do latim integru, raiz integer, literalmente quer dizer não tocado (não tanger), intacto; ser inteiro; todo, completo; perfeito.

               i.Integridade: latim integritas, "inteireza", “completude”, "totalidade"; estado ou característica daquilo que está inteiro, que não sofreu qualquer diminuição; vida "completa", que funciona harmoniosamente; não ter nada a esconder ou a temer.

             ii."Seja completo"; idéia de sanidade, saúde, boa reputação, abundância de algo e de que não está faltando nenhum elemento essencial que constitua alguma fraqueza ou imperfeição; sentido moral: "aquilo que é eticamente são, direito" [i]

           iii.Antônimo: O indivíduo íntegro não é dividido (isso é duplicidade) nem simplesmente finge (isso é hipocrisia); não fragmentado; dobre (Tg 1.8).

            iv.Warren Wiersbe: integridade é para o caráter de uma pessoa a mesma coisa que a saúde é para o seu corpo (“A Crise de Integridade”).

b.      Retidão: (hebraico) (latim) rectu [particípio de regére, ou regido]; que segue a mesma direção; direito; conforme à justiça; imparcial, justo; honesto, íntegro.

c.      Simples: latim simplice, que não é duplo, múltiplo, ou desdobrado em partes; que não é constituído de partes ou substâncias diferentes; uno; humilde; natural. 

d.      Puro ou limpo: sem mistura ou alteração; genuíno (original); sem impurezas; não infectado; sem manchas ou nódoas; limpo, imaculado; honesto, íntegro, probo.

e.      Sincero: (latim) sinceru, sem mistura; sem malícia; sem artifício, sem dissimulação, sem intenção de enganar; sem afetação ou disfarce; disposto a reconhecer a verdade; verdadeiro, autêntico; de boa fé; sem impostura ou malícia.

 

[3]          PANORAMA GERAL DO CURSO

a.      Causas: em 4 retratos abordar a origem da crise de integridade e a restauração.

b.      Efeitos: Os efeitos da desintegração no homem em Romanos 7.

c.      Conceitos: analisar o significado de carne e espírito e o dilema entre eles.

d.      Andar: analisar o que significa andar na carne e andar no Espírito.

e.      Transição: analisar a transição do homem de Romanos 7 para Romanos 8.

f.        Cura espiritual: analisar como a cura produz integridade em Romanos 8

g.      Vida espiritual: como viver a integridade cristã.

h.      Estudo de caso: o discipulado de Pedro.

 

[4]          REFERÊNCIAS BÍBLICAS SOBRE INTEGRIDADE

a.      A sinceridade dos íntegros os guiará, mas a perversidade dos aleivosos os destruirá” (Pv 11.3); “Melhor é o pobre que anda na sua integridade do que o de caminhos perversos ainda que seja rico” (Pv 28.6).

b.      “Peso inteiro e justo terás; efa inteiro e justo terás; para que se prolonguem os teus dias na terra que te dará o Senhor teu Deus” (Dt 25.15).

c.      “E seja o vosso coração inteiro para com o Senhor nosso Deus, para andardes nos seus estatutos, e guardardes os seus mandamentos como hoje” (1Rs 8.61).

d.      “Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa” (Fp 2.15).

e.      “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 5.23).

f.        “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2Tm 2.15).

g.      “Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma” (Tg 1.4)

 

[5]          ANTES DE DISCUTIR INTEGRIDADE — RECONHECER DEUS

a.      Auto-ajuda: toda abordagem que não leve em conta a relação com Deus é incapaz de tratar do dilema humano; não é possível alcançar integridade no homem, porque ele não é apenas físico-material; mas é físico/ espiritual.

b.      Utopias: toda utopia que não inclua Deus está fadada ao fracasso, porque não provê solução para a conciliação do homem com Deus, consigo mesmo, com o próximo e com a natureza.

c.      Se não há Deus infinito-pessoal: não há moral (certo e errado); se não há moral, não há pecado (transgressão); se não há pecado, o certo e o errado são equivalentes; logo não há conseqüência, nem mérito, mas também não há esperança.

d.      Se há Deus infinito-pessoal: há obrigação moral por parte do homem; se há moral, há certo e errado e há diferença entre eles; se há certo e errado, há recompensa e penalidade.

e.      Se há Deus, é necessário:

               i.Reconhecer o governo de Deus: Deus tem direitos naturais de criador e redentor; tem o poder de governo, porque é o único independente do universo; há leis que regem o universo e nosso relacionamento com o Criador; o ser humano tem obrigações para com Deus.

             ii.Reconhecer a natureza humana: o ser humano é constituído de unidade matéria/espírito e não pode viver como se fosse apenas material-físico; tem origem pessoal e não pode viver como autônomo (independente); tem direitos concedidos por Deus mediante obrigações.

           iii.Reconhecer o pecado: a oposição ao governo de Deus; a incapacidade de reconciliar com Deus; a rejeição da vida espiritual e a incapacidade de viver como ser físico/espiritual; aceitar o convencimento do Espírito Santo quanto ao nosso estado espiritual e condenação diante de Deus.

            iv.Reconhecer o Salvador: aceitar o convencimento do Espírito Santo quanto a morte expiatória e a ressurreição de Cristo.

              v.Reconhecer a salvação: aceitar o convencimento do Espírito Santo quanto aos efeitos da salvação individual.

 

[6]          Para refletir:

Thomas à Kempis: Se você tivesse idéia de quanta paz interior você ganharia para si, e quanta alegria você traria aos outros, se devotando inteiramente a Deus, você certamente prestaria mais atenção no seu progresso

 

[i] Teixeira, Adriano. O Caminho da Integridade – Entendendo e Vivendo; site www.portalbatista.org.br.